segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Feliz Ano Novo!


Os fogos anunciam a chegada de um Novo Ano!É hora de refazer seus sonhos ainda não realizados e acreditar que irão concretizá-los. Aprender com os erros dos anos idos e brindar com um sorriso o ano bem vindo.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Imagens do Museu da Literatura





Museu da Literatura









O Projeto Despertando o Gosto pela Literatura consiste num trabalho de valorização da leitura, pois a Literatura traz um benefício que é acrescentar no educando a capacidade de conhecer as palavras.
No decorrer do projeto, surgiu a ideia do Museu da Literatura, uma forma de dirigir os educandos ao estudo, ao interesse pela língua. É, também, uma maneira de integrar literatura, cotidiano e arte.
O objetivo do Museu era criar um espaço vivo sobre a literatura, capaz de causar surpresa nos visitantes com os aspectos inusitados e, muitas vezes, desconhecidos. Além de, é claro, desenvolver o gosto pela Literatura Portuguesa, Inglesa e Hispânica.
Aproveitando a exposição, extremamente orgulhosos, publicamos, através do site Clube de autores, o livro da aluna Talita Sousa de Oliveira. “O agir de Deus no amor de Alexandre e Rebeca”, é o primeiro livro escrito por ela.
Segue abaixo os ambientes temáticos e as apresentações ocorridas durante o “Museu da Literatura”:


AMBIENTES TEMÁTICOS:
Sala 1: Biografia;
Sala 2: Metaformose;
Sala 3: Totens Literários;
Sala 4: Literart;
Corredor: Beco das Palavras;
Pátio: Árvore das Palavras;

APRESENTAÇÕES ARTÍSTICAS
Declamação de poesias;
Danças: Flamenco, Carimbó, Xote e uma adaptação do Fantasma da Ópera;
Jogral;
Banda Set List;

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Atividade Preparatória para o Spaece - 2º Ano

O Fim da Barriga

Nas últimas cinco décadas, o "peso ideal" foi um dos indicadores mais importantes da boa saúde. O excesso puro e simples de tecido adiposo era tido como o vilão responsável por uma série de doenças - de infartos e derrames a apnéia do sono, de vários tipos de câncer a problemas na coluna. Os estudos mais recentes, no entanto, mostram que a relação entre o peso corporal e saúde é bem mais complexa do que se supunha.
Mais importante do que a quantidade de gordura é o modo como ela se distribui pelo organismo. E não há gordura mais perniciosa do que aquela que se concentra no abdômen, a famosa barriguinha – "de chope", no caso dos homens. No jargão médico, ela é conhecida como gordura visceral ou intra-abdominal. Os perigos oferecidos por ela decorrem de sua proximidade com órgãos vitais como fígado, intestino, rins e pâncreas. "O papel desta gordura no organismo é um campo que a ciência investiga há muito pouco tempo", disse à VEJA o endocrinologista canadense Jean-Pierre Després, um dos principais pesquisadores de gordura visceral do mundo.
Paulo Neiva

De acordo com o texto, responda até a Questão – 5:
1. Em "– de infartos a derrames a APNÉIA do sono,...", o significado do vocábulo destacado está correto na opção:
a. desconforto ao dormir.
b. agitação do sono.
c. falta de equilíbrio.
d. suspensão da respiração.
e. excesso da respiração.

2. No vocábulo adiposo o sufixo oso tem a noção de:
a. nomenclatura científica.
b. ação.
c. profissão.
d. quantidade.
e. procedência.

3. "Os estudos mais recentes, no entanto, mostram que..." No período acima o elemento coesivo tem a função de:
a. oposição.
b. condição.
c. temporalidade.
d. explicação.
e. conformidade.

4. "... é o modo como ela se distribui pelo organismo." O termo em destaque tem o mesmo valor em:
a. Não compreendia seus pais por ser jovem.
b. A greve será por tempo indeterminado.
c. Lutamos por melhores salários.
d. As barracas se distribuíam por toda praça.
e. Falamos por todos os colegas.

5. "... gordura visceral ou intra-abdominal". O sentido do prefixo latino está contido no vocábulo.
a. introvertido.
b. introdução.
c. intraduzível.
d. intragável.
e. intransferível.

Texto para questão 6.

"Navegar é preciso, viver não é preciso".
Esta frase de antigos navegadores portugueses, retomada por Fernando Pessoa, por Caetano Veloso e sabe-se lá por quantos mais citadores ou reinventores, ganha sua última versão no âmbito da Informática, em que o termo "navegar" adquire outro e preciso sentido.
Na nova acepção, em tempo de Internet, o lema parece mais afirmativo do que nunca. Os olhos que hoje vagueiam pela tela iluminada do monitor já não precisam nem de velas, nem de versos, nem de fados: da vida só querem o caminho de um quarto, de onde fazem o mundo flutuar em mares de virtualidades nunca dantes navegados.

6. Considere as seguintes afirmações:
I. A significação das palavras constitui um processo dinâmico e supõe o reconhecimento histórico de seu emprego.
II. As expressões "velas", "fados" e "nunca dantes navegados" ligam-se ao contexto primitivo do velho tema.
III. Desligando-se das raízes históricas, as palavras apresentam-se esvaziadas de qualquer sentido.

Conforme se pode deduzir do texto, está correto o que se afirma:
a. apenas em I e II.
b. apenas em I e III.
c. apenas em II e III.
d. apenas em I.
e. em I, II e III.

Post-Scriptum

Querida Tereza:
tão logo eu tenha dinheiro
para agora e futuro,
casa própria carro do ano
diploma consultório montado
prestígio respeito dos vizinhos
aí sim Tereza vai ser bom a gente se amar
como amam soltos os unicórnios e
fadas embaixo das pontes e viadutos.
até lá Tereza
é esperar e rezar para que depois
de tudo isso sobre de nosso amor
ao menos uma titica e de nossos
corpos ao menos o dedão do pé.
(Ulisses Tavares)

7. A partir da leitura do poema, pode-se afirmar que:
a. A vida do casal contemporâneo se torna muito monótona se não houver momentos de conforto e aventura.
b. As relações conjugais contemporâneas são marcadas exclusivamente pela ambição financeira.
c. Como o homem contemporâneo dedica-se intensamente à satisfação de desejos consumistas, esquece-se das relações afetivas.
d. O homem contemporâneo gasta toda a sua vida para satisfazer necessidades sociais e conjugais.
e. Nos dias de hoje, só é possível pensar em casamento depois de se construir um sólido patrimônio.

8. Leia as afirmações sobre o poema de Ulisses Tavares.
I. O título do poema "Post-Scriptum" faz menção às notas que se acrescentam ao final de uma carta. Ao empregar esse título, o poeta ressalta a idéia de que as relações amorosas são tão adiadas que se reduzem a uma função secundária, na vida contemporânea.
II. Os termos "unicórnios" e "fadas", por se referirem a um mundo ilusório, colaboram para a idéia de que a força do amor supera, mesmo no mundo contemporâneo, as privações da realidade imediata.
III. As expressões "titica" e "dedão do pé", em função de seu caráter prosaico, contribuem para ressaltar a idéia de que a realização amorosa se restringe na vida contemporânea a uma dimensão banal.

Assinale a alternativa correta.
a. Todas as afirmações são verdadeiras.
b. Somente a afirmação I é verdadeira.
c. Somente as afirmações I e II são verdadeiras.
d. Somente as afirmações I e III são verdadeiras.
e. Somente as afirmações II e III são verdadeiras.

9. "A Guerra do Vietnã revelou ao mundo imagens, protagonizadas por soldados norte-americanos e vietnamitas, capazes de imobilizar a sociedade civil dos EUA, unindo-a em protestos que clamavam pelo fim do conflito armado."

Assinale a alternativa que apresenta a expressão responsável pela quebra da coerência textual:
a. protagonizadas d. unindo-a
b. imobilizar e. clamavam
c. sociedade civil


"Guerreiros dos malotes"
Parece que cada motoboy quer resgatar uma odalisca do harém

Quatro horas da tarde. Estou subindo a Avenida Rebouças e observo a montanha de carros à minha frente. Trânsito lento. Lentíssimo. Ouço música. De repente, sinto uma pancada no carro. Um motoboy acaba de arrasar com meu espelho. Nem se digna olhar para trás. Continua ondulando por entre os carros paralisados. Dá vontade de descer e persegui-lo. Não seria nem para reclamar o espelho de volta. Mas para exigir respeito. No mínimo, um pedido de desculpas. Tarde demais. Ele está longe. Eu, sem retrovisor. (...)
(Veja SP, 28/04/99.)

10. Embora o tempo predominante no texto seja o presente do indicativo, as ações não ocorrem no momento da fala e também não são todas concomitantes. Assinale a alternativa que apresenta uma análise incorreta dos verbos.
a. Em "estou subindo" e "observo" o presente do indicativo expressa uma ação que possui uma certa duração.
b. "Sinto" indica uma ação duradoura, concomitante a "ouço".
c. "Acaba de arrasar" expressa uma ação anterior a "nem se digna".
d. Nas duas última orações ("Ele está longe. Eu, sem retrovisor."), os verbos expressam ações concomitantes.
e. "Dá vontade de descer" é conseqüência de ações anteriores, portanto, é posterior, por exemplo, às ações do motoqueiro.

domingo, 7 de novembro de 2010

Grêmio Estudantil, Exercendo a Cidadania





A construção da vida escolar deve envolver todos os atores nela presentes – professores, diretores, pais e alunos. Estes últimos desempenham um papel fundamental na prevenção à violência, que alcança não apenas a escola, mas também a própria comunidade, uma vez que é integrante desta. Apesar de freqüentemente esquecida, a escola é um lugar público cuja relevância para a comunidade é inegável.Quanto mais estimulamos a colaboração e a solidariedade dentro da escola e em nossa comunidade, mais estaremos participando da construção de uma cidadania ativa, consciente e responsável.Por isso é muito importante aprendermos a participar organizadamente das atividades da sociedade, da nossa comunidade e da nossa escola. E a melhor forma de aprender a participar é participando, ou seja, aproveitando as oportunidades que aparecem ou mesmo criando-as.
O Grêmio é a organização que representa os interesses dos estudantes na escola. Ele permite que os alunos discutam, criem e fortaleçam inúmeras possibilidades de ação tanto no próprio ambiente escolar como na comunidade.É, também, um importante espaço de aprendizagem, cidadania, convivência, responsabilidade e de luta por direitos.isso quer dizer que o grêmio dá aos alunos a possibilidade de transformarem a sua realidade, proporem alternativas, lutarem por seus direitos e, o mais importante, exercerem a sua cidadania.
Um Grêmio Estudantil pode fazer muitas coisas, desde organizar festas nos finais de semana até exigir melhorias na qualidade do ensino. Ele tem o potencial de integrar mais os alunos entre si, com toda a escola e com a comunidade.Por isso, é importante deixar claro que um de seus principais objetivos é contribuir para aumentar a participação dos alunos nas atividades de sua escola, organizando campeonatos, palestras, projetos e discussões, fazendo com que eles tenham voz ativa e participem – junto com pais, funcionários, professores, coordenadores e diretores – da programação e da construção das regras dentro da escola.
Participar é importante para poder transformar. Se não estamos satisfeitos com alguma coisa, podemos propor alternativas e participar na sua transformação. Se estamos contentes com algo, podemos participar na sua divulgação e contribuir para que outras pessoas aprendam com nossa experiência. Isso é exercício de cidadania.



FONTE: http://www.promenino.org.br/Ferramentas/Conteudo/tabid/77/ConteudoId/97586458-481d-4e8f-bf95-8fbe921800d2/Default.aspx

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

AGUARDEM MAIS NOVIDADES DO PROJETO DESPERTANDO O GOSTO PELA LITERATURA
























O projeto traz como culminância do ano letivo de 2010 o "Museu da Literatura" visando desenvolver o gosto e valorização da leitura de textos nas línguas portuguesa, inglesa e espanhola. Além de sensibilizar os alunos da importância da leitura de livros clássicos e promover a reflexão crítica das diferentes colocações e pontos de vista de um texto/ obra. Desta vez irá homenagear autores como Quino. Isabel Allende, Jorge Luis Borges, Cervantes, Pablo Neruda, Charles Schulz, Agatha Christhie, Jane Austen, Dan Brown, Shakespeare, Rachel de Queiroz, Patativa do Assaré, Aluisio de Azevedo, Ana Maria Machado e Machado de Assis.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Intertextualidade 1º ano










Especialmente depois das guerras e tumultos sociais e religiosos da primeira parte do século XVII, a literatura experimentou um grande florescimento em vários países, dando origem à literatura moderna. Na Itália apareceu a corrente Marinista liderada por Giambattista Marino, na Península Ibérica e colônias americanas, o Cultismo e o Conceptismo de Luis de Góngora, Francisco de Quevedo, o padre Antônio Vieira e Gregório de Matos. A base para esse movimento foi o drama humano , que na pintura barroca foi bem encenado com gestos teatrais muitíssimo expressivos, sendo iluminado por um extraordinário claro-escuro e caracterizado por fortes combinações cromáticas.O termo Barroco é usado para designar o estilo que, partindo das artes plásticas teve seu apogeu literário no século XVII, prolongando-se até meados do século XVIII.
Voltado para a morte, o homem barroco ou assume umaatitute estoica ou adota um comportamento epicurista, o carpe diem.



Semana Que Vem
Pitty
Composição: Pitty

Amanhã eu vou revelar
Depois eu penso em aprender
Daqui a uns dias eu vou dizer
O que me faz querer gritar
Aaaahhhhhh!!

No mês que vem
Tudo vai melhorar
Só mais alguns anos
E o mundo vai mudar
Ainda temos tempo
Até tudo explodir
Quem sabe quanto vai durar
Aaaahhhhh!!

Não deixe nada pra depois
Não deixe o tempo passar
Não deixe nada
Pra semana que vem
Porque semana que vem
Pode nem chegar
Pra depois
O tempo passar
Não deixe nada
Pra semana que vem
Porque semana que vem
Pode nem chegar...

A partir de amanhã
Eu vou discutir
Da próxima vez
Eu vou questionar
Na segunda eu começo a agir
Só mais duas horas
Pra eu decidir...

Não deixe nada pra depois
Não deixe o tempo passar
Não deixe nada
Pra semana que vem
Porque semana que vem
Pode nem chegar
Pra depois
O tempo passar
Não deixe nada
Pra semana que vem
Porque semana que vem
Pode nem chegar
Ah! Ah! Ah! Ah!

Esse pode ser o último dia
De nossas vidas
Última chance de fazer
Tudo ter valido a pena
Ah! Ah! Ah!

Diga sempre tudo
O que precisa dizer
Arrisque mais
Pra não se arrepender
Nós não temos
Todo tempo do mundo
E esse mundo
Já faz muito tempo...

O futuro é o presente
E o presente já passou
O futuro é o presente
O presente já passou...

Não deixe nada pra depois
Não deixe o tempo passar
Não deixe nada
Pra semana que vem
Porque semana que vem
Pode nem chegar
Pra depois
O tempo passar
Não deixe nada
Pra semana que vem
Porque semana que vem
Pode nem chegar...

Pra depois o tempo passar
Nada pra semana que vem
Porque semana que vem
Pode nem chegar...(2x)

Carpe diem é uma frase em latim de um poema de Horácio, e é popularmente traduzida para colha o dia ou aproveite o momento. É também utilizado como uma expressão para solicitar que se evite gastar o tempo com coisas inúteis ou como uma justificativa para o prazer imediato, sem medo do futuro.Os defensores do Carpe Diem defendem que o "espírito" da frase pode ser entendido como aproveitar as oportunidades que a vida lhe oferece no momento em que elas se apresentam ou ainda "aproveitar a vida e não ficar apenas pensando no futuro".

ATIVIDADES
1.QUE TIPO DE INTERTEXTULIDADE PODEMOS ESTABELECER ENTRE O CARPE DIEM E LETRA DA MUSICA?
2.VOCE ACHA QUE CARPE DIEM SERIA UM BOM TITULO PARA A MUSICA? JUSTIFIQUE.
3. A MUSICA "SEMANA QUE VEM" ESTÁ INSERIDA NO ALBUM ADMIRAVEL CHIP NOVO, CUJO TITULO REMETE AO LIVRO ADMIRAVEL MUNDO NOVO, DE ALDOUS HUXLEY, PUBLICADO EM 1932.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

INTERPRETAÇÃO TEXTUAL 2º ANO


Eduardo e Mônica
Legião Urbana

Quem um dia irá dizer
Que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração?
E quem irá dizer
Que não existe razão?

Eduardo abriu os olhos, mas não quis se levantar
Ficou deitado e viu que horas eram
Enquanto Mônica tomava um conhaque
No outro canto da cidade, como eles disseram...

Eduardo e Mônica um dia se encontraram sem querer
E conversaram muito mesmo pra tentar se conhecer...
Um carinha do cursinho do Eduardo que disse:
"Tem uma festa legal, e a gente quer se divertir"

Festa estranha, com gente esquisita
"Eu não 'to' legal, não agüento mais birita"
E a Mônica riu, e quis saber um pouco mais
Sobre o boyzinho que tentava impressionar
E o Eduardo, meio tonto, só pensava em ir pra casa
"É quase duas, eu vou me ferrar..."

Eduardo e Mônica trocaram telefone
Depois telefonaram e decidiram se encontrar
O Eduardo sugeriu uma lanchonete,
Mas a Mônica queria ver o filme do Godard

Se encontraram então no parque da cidade
A Mônica de moto e o Eduardo de camêlo
O Eduardo achou estranho, e melhor não comentar
Mas a menina tinha tinta no cabelo


Eduardo e Mônica era nada parecidos
Ela era de Leão e ele tinha dezesseis
Ela fazia Medicina e falava alemão
E ele ainda nas aulinhas de inglês

Ela gostava do Bandeira e do Bauhaus
De Van Gogh e dos Mutantes, de Caetano e de Rimbaud
E o Eduardo gostava de novela
E jogava futebol-de-botão com seu avô

Ela falava coisas sobre o Planalto Central
Também magia e meditação
E o Eduardo ainda tava no esquema "escola, cinema
clube, televisão"...

E mesmo com tudo diferente, veio mesmo, de repente
Uma vontade de se ver
E os dois se encontravam todo dia
E a vontade crescia, como tinha de ser...

Eduardo e Mônica fizeram natação, fotografia
Teatro, artesanato, e foram viajar
A Mônica explicava pro Eduardo
Coisas sobre o céu, a terra, a água e o ar...

Ele aprendeu a beber, deixou o cabelo crescer
E decidiu trabalhar
E ela se formou no mesmo mês
Que ele passou no vestibular

E os dois comemoraram juntos
E também brigaram juntos, muitas vezes depois
E todo mundo diz que ele completa ela
E vice-versa, que nem feijão com arroz

Construíram uma casa há uns dois anos atrás
Mais ou menos quando os gêmeos vieram
Batalharam grana, seguraram legal
A barra mais pesada que tiveram

Eduardo e Mônica voltaram pra Brasília
E a nossa amizade dá saudade no verão
Só que nessas férias, não vão viajar
Porque o filhinho do Eduardo tá de recuperação
Ah! Ahan!

E quem um dia irá dizer
Que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração?
E quem irá dizer
Que não existe razão!


1. Dados sobre o texto:

a) Autor: ______________________________________
b) Título da obra: _______________________________

2. Personagens
a) Traços físicos e psicológicos dos principais personagens:
b) Qual das duas personagens mais lhe chamou a atenção? Por quê?

3.Mensagem
a) Qual a mensagem que você descobriu na obra?Em que sentido a mensagem da obra contribuiu para o enriquecimento de sua personalidade?

4.Identifique:
a)Analise a história (princípio – meio – fim) contendo as principais informações a respeito das personagens, do local e do tempo dos acontecimentos.
b) Qual a parte mais importante da história, antes do final? (Clímax)
c) Onde e como se dá o desfecho? (é o final da história; é a conclusão do problema, da complicação, da aventura)
Ambiente: Qual é o tipo de ambiente predominante: físico (a natureza, o campo, a cidade) ou social (algum agrupamento social específico, alguma parcela da comunidade, fábrica, colégio, clube, família)?
Estilo: Qual o foco narrativo – O narrador é narrador-personagem ou narrador-observador?

Agora transforme essa história num conto.

5. Acha que valeu a pena ouvir a música? Por quê?

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

O bom é se divertir!!!!

Mês de Outubro - Mês das crianças....

Vivemos uma realidade tão dura que, às vezes, queremos voltar à infância, à época de fantasias,convivência com os pais, tendo nosso próprio mundo, sem as múltiplas preocupações, tantas decepções e as constantes pressões…Viva o momento presente da vida, mas não mate o espírito de criança que um dia houve em você. Cultive a simplicidade, o mundo de sonhos a alegria, o amor à natureza e a confiança em Deus. Com toda a certeza sua vida terá mais sentido e muito mais beleza…
(Fernando Partiners)

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

PRODUÇÃO TEXTUAL - 2º ANO

CONTO

É uma narrativa curta e que se diferencia dos romances não apenas pelo tamanho, mas também pela sua estrutura: há poucas personagens, nunca analisadas profundamente; há acontecimentos breves, sem grandes complicações de enredo; e há apenas um clímax, no qual a tensão da história atinge seu auge.

No conto, tempo e espaço são elementos secundários, podendo até não existir. Além disso, os próprios acontecimentos podem ser dispensáveis. Há, por exemplo, contos de Machado de Assis ou Tchekov nos quais, simplesmente, não tem nada que acontece. O essencial está no ar, na atmosfera, na forma de narrar, no estilo.

DICAS PARA ESCREVER UM CONTO

O enredo do conto deve apresentar em linhas gerais, as seguintes fases:
1. Apresentação
2. Complicação ou evolução
3. Clímax
4. Solução ou desfecho

Evite o uso de repetições fazendo uso de sinônimos. O conto não deve cansar o leitor e superestimar (nem subestimar) sua inteligência. Podemos enganar usando um raciocínio lógico falso que o induza a pensar de uma forma, mas nunca dizer o óbvio.

O título não deve sugerir o conteúdo do conto. Os títulos curtos são sempre melhores e instigantes.

Elimine explicações e descrições que não tenham importância para a história, cortar parágrafos é dar movimento mais dinâmico ao conto.

Deixe de lado os verbos de ligação e os pronomes reflexivos, com eles, a leitura se torna cansativa. Também evite o uso demasiado de conjunções aditivas.

FONTE: http://www.lendo.org/como-escrever-um-conto/

OS MELHORES CONTOS PRODUZIDOS PELAS TURMAS DE 2º ANO SERÃO PUBLICADOS AQUI!

Produção Textual - 1º Ano

CAMPANHA COMUNITÁRIA

Essa modalidade de texto tem por objetivo esclarecer e orientar a população em geral e persuadi-la a colaborar. Sua estrutura é bastante variável. Costuma apresentar, entretanto, algumas partes e procedimentos essenciais, como: em que consiste a campanha, qual é o seu objetivo, o que se pode fazer para participar. O título de um texto de campanha comunitária costuma ser chamativo, às vezes com intenção claramente persuasiva; outras vezes serve-se de outros recursos que despertam as curiosidades do leitor. A linguagem, embora possa sofrer variações, normalmente é objetiva, clara e acessível a todo tipo de público e de acordo com o padrão culto da língua. Costuma, ainda, apresentar intenção persuasiva, principalmente na parte em que o texto pede a participação do interlocutor na campanha ou quando lhe dá instruções de como proceder para evitar uma doença, por exemplo, ou o desperdício de água ou energia elétrica.


AS MELHORES CAMPANHAS PRODUZIDAS PELAS TURMAS DE 1ºANO SERÃO PUBLICADAS AQUI.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Conjunções - 2º Ano

As conjunções são vocábulos de função estritamente gramatical utilizados para o estabelecimento da relação entre duas orações, ou ainda a relação duas palavras de mesma função em uma oração. As conjunções podem ser de dois tipos principais: conjunções coordenativas ou conjunções subordinativas.

Classificação das conjunções coordenativas

Conjunções coordenativas são os vocábulos gramaticais que estabelecem relações entre dois termos ou duas orações independentes entre si, que possuem as mesmas funções gramaticais.

Conjunções Coordenativas Aditivas

As conjunções coordenativas aditivas possuem a função de adicionar um termo a outro de mesma função gramatical, ou ainda adicionar uma oração à outra de mesma função gramatical. As conjunções coordenativas gramaticais são: e, nem.

Exemplos: Todos aqui estão contentes e despreocupados; João apeou e deu bons-dias a todos; O acontecimento não foi bom nem ruim.

Conjunções Coordenativas Adversativas

As conjunções coordenativas adversativas possuem a função de estabelecer uma relação de contraste entre os sentidos de dois termos ou duas orações de mesma função gramatical. As conjunções coordenativas adversativas são: mas, contudo, no entanto, entretanto, porém, todavia.

Exemplos: Não negou nada, mas também não afirmou coisa nenhuma; A moça deu a ele o dinheiro: porém, o fez receosa.

Conjunções Coordenativas Alternativas

Conjunções coordenativas alternativas são as conjunções coordenativas que unem orações independentes, indicando sucessão de fatos que se negam entre si ou ainda indicando que, com a ocorrência de um dos fatos de uma oração, a exclusão do fato da outra oração. As conjunções coordenativas alternativas são: ou (repetido ou não), ora, nem, quer, seja, etc.

Exemplos: Tudo para ele era vencer ou perder; Ou namoro a garota ou me vou para longe; Ora filosofava, ora contava piadas.

Conjunções Coordenativas Conclusivas

As conjunções coordenativas conclusivas são utilizadas para unir, a uma oração anterior, outra oração que exprime conclusão o conseqüência. As conjunções coordenativas são: assim, logo, portanto, por isso etc.

Exemplos: Estudou muito, portanto irá bem no exame; O rapaz é bastante inteligente e, logo, será um privilegiado na entrevista.

Conjunções Coordenativas Explicativas

Conjunções coordenativas explicativas são aquelas que unem duas orações, das quais a segunda explica o conteúdo da primeira. As conjunções coordenativas explicativas são: porque, que, pois, porquanto.

Exemplos: Não entrou no teatro porque esqueceu os bilhetes; Entre, que está muito frio.

Classificação das conjunções subordinativas

As conjunções subordinativas possuem a função de estabelecer uma relação entre duas orações, relação esta que se caracteriza pela dependência do sentido de uma oração com relação a outra. Uma das orações completa ou determina o sentido da outra. As conjunções subordinativas são classificadas em: causais, concessivas, condicionais, comparativas, conformativas, consecutivas, proporcionais, finais e integrantes.

Conjunções Subordinativas Causais

Conjunções subordinativas causais são as conjunções que subordinam uma oração a outra, iniciando uma oração que exprime causa de outra oração, a qual se subordina. As conjunções subordinativas causais são: porque, pois, que, uma vez que, já que, como, desde que, visto que, por isso que, etc.

Exemplo: Os balões sobem porque são mais leves que o ar.

Conjunções Subordinativas Comparativas

Conjunções subordinativas comparativas são as conjunções que, iniciando uma oração, subordinam-na a outra por meio da comparação ou confronto de idéias de uma oração com relação a outra. As conjunções subordinativas comparativas são: que, do que (quando iniciadas ou antecedidas por noções comparativas como menos, mais, maior, menor, melhor, pior), qual (quando iniciada ou antecedida por tal), como (também apresentada nas formas assim como, bem como).

Exemplos: Aquilo é pior que isso; Tudo passou como as nuvens do céu; Existem deveres mais urgentes que outros.

Conjunções Subordinativas Concessivas

Conjunções subordinativas concessivas são as conjunções que, iniciando uma oração subordinada, se referem a uma ocorrência oposta à ocorrência da oração principal, não implicando essa oposição em impedimento de uma das ocorrências (expressão das oposições coexistentes). As conjunções subordinativas concessivas são: embora, mesmo que, ainda que, posto que, por mais que, apesar de, mesmo quando, etc.

Exemplos: Acompanhou a multidão, embora o tenha feito contra sua vontade; A harmonia do ambiente daquela sala, de súbito, rompeu-se, ainda que havia silêncio.

Conjunções Subordinativas Condicionais

Conjunções subordinativas condicionais são as conjunções que, iniciando uma oração subordinada a outra, exprimem uma condição sem a qual o fato da oração principal se realiza (ou exprimem hipótese com a qual o fato principal não se realiza). As conjunções subordinativas condicionais são: se, caso, contanto que, a não ser que, desde que, salvo se, etc.

Exemplos: Se você não vier, a reunião não se realizará; Caso ocorra um imprevisto, a viagem será cancelada; Chegaremos a tempo, contanto que nos apressemos.

Conjunções Subordinativas Conformativas

Conjunções subordinativas conformativas são as conjunções que, iniciando uma oração subordinada a outra, expressam sua conformidade em relação ao fato da oração principal. As conjunções subordinativas conformativas são: conforme, segundo, consoante, como (utilizada no mesmo sentido da conjunção conforme).

Exemplos: O debate se desenrolou conforme foi planejado; Segundo o que disseram, não haverá aulas.

Conjunções Subordinativas Finais

Conjunções subordinativas finais são as conjunções que, iniciando uma oração subordinada a outra, expressam a finalidade dos atos contidos na oração principal. As conjunções subordinativas finais são: a fim de que, para que, porque (com mesmo sentido da conjunção para que), que.

Exemplos: Tudo foi planejado para que não houvesse falhas; Cheguei cedo a fim de adiantar o serviço; Fez sinal que todos se aproximassem em silêncio.

Conjunções Subordinativas Integrantes

Conjunções subordinativas integrantes são as conjunções que, iniciando orações subordinadas, introduzem essas orações como termos da oração principal (sujeitos, objetos diretos ou indiretos, complementos nominais, predicativos ou apostos). As conjunções integrantes são que e se (empregado esta última em caso de dúvida).

Exemplos: João disse que não havia o que temer (a oração subordinada funciona, neste caso, como objeto direto da oração principal); A criança perguntou ao pai se Deus existia de verdade (a oração subordinada funciona, neste caso, como objeto direto da oração principal).

Conjunções Subordinativas Proporcionais

Conjunções subordinativas proporcionais são as conjunções que expressam a simultaneidade e a proporcionalidade da evolução dos fatos contidos na oração subordinada com relação aos fatos da oração principal. As conjunções subordinativas proporcionais são: à proporção que, à medida que, quanto mais. (tanto) mais, quanto mais. (tanto) menos, quanto menos. (tanto) menos, quanto menos. (tanto) mais etc.

Exemplos: Seu espírito se elevava à medida que compunha o poema; Quanto mais correres, mais cansado ficarás; Quanto menos as pessoas nos incomodam, tanto mais realizamos nossas tarefas.

Conjunções Subordinativas Temporais

Conjunções subordinativas temporais são as conjunções que, iniciando uma oração subordinada, tornam essa oração um índice da circunstância do tempo em que o fato da oração principal ocorre. As conjunções subordinativas temporais são: quando, enquanto, logo que, agora que, tão logo, apenas (com mesmo sentido da conjunção tão logo), toda vez que, mal (equivalente a tão logo), sempre que, etc.

Exemplos: Quando chegar de viagem, me avise; Enquanto todos estavam fora, nada fez de útil.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

ATIVIDADES SEGURANÇA - 2º ANO

1. Escreva 5 características da prosa realista.

2. Com relação ao realismo, é válido afirmar que:
a) analisa o ser humano do ponto de vista estritamente psicológico, isolando-o do meio social.
b) valoriza e introduz na literatura elementos tipicamente brasileiros
c) apresenta exagerada preocupação formal, que se revela na busca de palavras ricas em sugestões sensoriais
d) idealiza a personagem feminina, que é apresentada como um ser excepcional de rara beleza
e) procura analisar com objetividade e senso crítico os problemas sociais

3. Sobre o realismo pode-se afirmar, exceto:
a) o realismo predomina sobre o romantismo na 2ª metade do século XIX
b) realismo e modernismo, no fundo, tinham as mesmas reivindicações
c) são causas do realismo o progresso da ciência e o esgotamento do romantismo
d) os escritores realistas pretendiam reformar a vida social através de seus textos
e) para o realismo-naturalismo o comportamento humano é determinado pelo meio

4. Todas as características citadas a seguir referem-se ao realismo, exceto:
a) predomínio da observação atenta da realidade social
b) liberdade aos vôos da imaginação emotiva
c) crítica da sociedade burguesa
d) denúncia de problemas sociais
e) proposta de uma representação mais objetiva e fiel da vida humana

5.MAU e MAL
MAU - adjetivo - contrário de BOM
mau comportamento mau caráter.
Ex. O menino teve um mau comportamento na escola.
MAL - advérbio - contrário de BEM
mal-educado mal orientado
Ex. É um menino mal-educado .

Use mal ou mau:
a) Caiu de..................jeito.
b) Antes só do que ...............acompanhado
c) Calção..........................feito.
d) Não leves a .............o que o fiscal disse.
e) Que fiscal................-educado.
f) Não lhes dês....................conselho!
g) Um ....................colega procede................e é ..............amigo.
h) O caso está .................... contado.
i) Ele .................sabe o que o espera.
j) Pratique o bem e evite o .........................

6. A alternativa que apresenta classes de palavras cujos sentidos podem ser modificados pelo advérbio são:

adjetivo - advérbio - verbo.
verbo - interjeição - conjunção.
conjunção - numeral - adjetivo.
adjetivo - verbo - interjeição.
interjeição - advérbio - verbo.

7. Das palavras abaixo, faz plural como "assombrações"

perdão.
bênção.
alemão.
cristão.
capitão.

8. Na oração "Ninguém está perdido se der amor...", a palavra grifada pode ser classificada como:

advérbio de modo.
conjunção adversativa.
advérbio de condição.
conjunção condicional.
preposição essencial.

9. Marque a frase em que o termo destacado expressa circunstância de causa:

Quase morri de vergonha.
Agi com calma.
Os mudos falam com as mãos.
Apesar do fracasso, ele insistiu.
Aquela rua é demasiado estreita.

10. "Enquanto punha o motor em movimento." O verbo destacado encontra-se no:

Presente do subjuntivo.
Pretérito mais-que-perfeito do subjuntivo.
Presente do indicativo.
Pretérito mais-que-perfeito do indicativo.
Pretérito imperfeito do indicativo.

11. Aponte a opção em que muito é pronome indefinido:

O soldado amarelo falava muito bem.
Havia muito bichinho ruim.
Fabiano era muito desconfiado.
Fabiano vacilava muito para tomar decisão.
Muito eficiente era o soldado amarelo.

12. A flexão do número incorreta é:

tabelião - tabeliães.
melão - melões
ermitão - ermitões.
chão - chãos.
catalão - catalões.

13. Dos verbos abaixo apenas um é regular, identifique-o:

pôr.
adequar.
copiar.
reaver.
brigar.

14. A alternativa que não apresenta erro de flexão verbal no presente do indicativo é:

reavejo (reaver).
precavo (precaver).
coloro (colorir).
frijo (frigir).
fedo (feder).

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

LITERATURA INFORMATIVA

O que é?

· É um tipo de literatura composta por documentos a respeito das condições gerais da terra conquistada, as prováveis riquezas, a paisagem física e humana, etc.

· Em princípio, a visão européia é idílica: a América surge como o paraíso perdido e os nativos são apresentados sob tintas favoráveis. Porém, na segunda metade do século XVI, à medida em que os índios iniciam a guerra contra os invasores, a visão rósea transforma-se e os habitantes da terra são pintados como seres bárbaros e primitivos.

Principais manifestações:

# A Carta de Pero Vaz de Caminha:

· Descrição minuciosa da nova realidade; -- A simplicidade no narrar os acontecimentos;

· A disposição humanista de tentar entender os nativos; -- O ideal salvacionista.

# Duas viagens ao Brasil, de Hans Staden - Viagem à terra do Brasil, de Jean de Léry:

· Relato de viajantes que viveram entre os índios vários meses.

· Registro da antropofagia e descrição dos costumes indígenas



LITERATURA JESUÍTICA

José de Anchieta

Obras refinadas: poemas e monólogos em latim que parecem destinados a satisfazer suas necessidades espirituais mais profundas.

Obras didáticas: hinos, canções e especialmente autos, que visavam infundir o pensamento cristão nos índios.

Os autos: Obras teatrais onde o autor tenta conciliar os valores católicos com os mitos indígenas.

Há um confronto entre o bem e o mal. O bem é defendido por santos e anjos, os quais expressam o cristianismo e subjugam o mal, constituído por deuses e pajés dos nativos, misturados com os demônios da tradição católica.

ATIVIDADES - ENFERMAGEM/ INFORMÁTICA 1º ANO

01. São características da poesia do Padre José de Anchieta:
a)linguagem cômica, visando a divertir os índios; expressão em versos decassílabos, como a dos poetas clássicos do século XVI
b)a temática, visando a ensinar os jovens jesuítas chegados ao Brasil
c)função pedagógica; temática religiosa; expressão em redondilhas, o que permitia que fossem cantadas ou recitadas facilmente
d)temas vários, desenvolvidos sem qualquer preocupação pedagógica ou catequética
e)n.d.a.

02. (UFV) Leia a estrofe abaixo e faça o que se pede:
Dos vícios já desligados
nos pajés não crendo mais,
nem suas danças rituais,
nem seus mágicos cuidados.
(ANCHIETA, José de. O auto de São Lourenço [tradução e adaptação de Walmir Ayala] Rio de Janeiro: Ediouro[s.d.]p. 110)

Assinale a afirmativa verdadeira, considerando a estrofe acima, pronunciada pelos meninos índios em procissão:
a)A presença dos meninos índios representa uma síntese perfeita e acabada daquilo que se convencionou chamar de literatura informativa
b)Os meninos índios representam a revolta dos nativos contra a catequese trazida pelos jesuítas, de quem querem libertar-se tão logo seja possível
c)Os meninos índios são figura alegóricas cuja construção como personagens atende a todos os requintes da dramaturgia renascentista
d)Os meninos índios estão afirmando os valores de sua própria cultura, ao mencionar as danças rituais e as magias praticadas pelos pajés
e)Os meninos índios representam o processo de aculturação em sua concretude mais visível, como produto final de todo um empreendimento do qual participaram com igual empenho a Coroa Portuguesa e a Companhia de Jesus

03. A importância das obras realizadas pelos cronistas portugueses do século XVI e XVII é:
a)caracterizar a influência dos autores renascentistas europeus
b)sobretudo documental
c)a deterem sido escritas no Brasil e para brasileiros
d)determinada exclusivamente pelo seu caráter literário
e)n.d.a.

04. As primeiras manifestações literárias que se registram na Literatura Brasileira referem-se a:
a)Literatura informativa sobre o Brasil (crônica) e literatura didática, catequética (obra dos jesuítas)
b)Poesia épica e prosa de ficção
c)Obras de estilo clássico, renascentista
d)Poemas românticos indianistas
e)Romances e contos dos primeiros colonizadores

05. Anchieta só não escreveu:
a)autos religiosos, à maneira do teatro medieval
b)um dicionário ou gramática da língua tupi
c)cartas, sermões, fragmentos históricos e informações
d)poesias em latim, portugueses, espanhol e tupi
e)sonetos clássicos, à maneira de Camões, seu contemporâneo

06. (UNIV. FED. DE SANTA MARIA) Sobre a literatura produzida no primeiro século da vida colonial brasileira, é correto afirmar que:
a)Inicia com Prosopopéia, de Bento Teixeira
b)É constituída por documentos que informam acerca da terra brasileira e pela literatura jesuítica
c)Descreve com fidelidade e sem idealizações a terra e o homem, ao relatar as condições encontradas no Novo Mundo
d)Os textos que a constituem apresentam evidente preocupação artística e pedagógica
e)É formada principalmente de poemas narrativos e textos dramáticos que visavam à catequese

07. (UNISA) A “literatura jesuíta”, nos primórdios de nossa história:
a)visa à catequese do índio, à instrução do colono e sua assistência religiosa e moral
b)tem grande valor informativo
c)está a serviço do poder real
d)tem fortes doses nacionalistas

08. A literatura de informação corresponde às obras:
a)arcádicas
b)de jesuítas, cronistas e viajantes
c)barrocas
d)do Período Colonial em geral

09. Qual das afirmações não corresponde à Carta de Caminha?
a)Composição sob forma de diário de bordo
b)Observação do índio como um ser disposto à catequização
c)Aproximações barrocas no tratamento literário e no lirismo das descrições
d)Mistura de ingenuidade e malícia na descrição dos índios e seus costumes
e)Deslumbramento diante da exuberância da natureza tropical

10. A palavra que apresenta tantos fonemas quantas são as letras que a compõem é:

a) importância
b) milhares
c) sequer
d) técnica
e) adolescente


11.Qual palavra possui dois dígrafos?

a) fechar
b) sombra
c) ninharia
d) correndo
e) pêssego


12. Indique a alternativa cuja sequência de vocábulos apresenta, na mesma ordem, o seguinte: ditongo, hiato, hiato, ditongo.

a) jamais / Deus / luar / daí
b) joias / fluir / jesuíta / fogaréu
c) ódio / saguão / leal / poeira
d) quais / fugiu / caiu / história

13. Assinale a alternativa em que as três palavras são acentuadas de acordo com a mesma regra:

a) espécie - até - zoólogo
b) você - contrário - palácio
c) alienígena - nós - biológica
d) cérebro - próprio - César
e) inglês - também - chimpanzé


14.Assinale a palavra que não se completa com "i", e sim com "e".

a) pr_vilégio
b) _pecilho
c) pát_o
d) dent_frício
e) pont_agudo


15. Assinale a alternativa cujas palavras estão todas corretamente grafadas.

a) pajé, xadrês, flecha, mixto, aconchego
b) abolição, tribo, pretensão, obsecado, cansaço
c) gorjeta, sargeta, picina, florecer, consiliar
d) xadrez, ficha, mexerico, enxame, enxurrada
e) pagé, xadrês, flexa, mecherico, enxame


16. A alternativa em que a palavra está separada em sílabas corretamente é:

a) a - li - en - í - ge - na
b) ca -ra - cte -rís - ti - cas
c) es - pe - cia - is
d) psi - có - lo - go
e) zoo - ló - gi - co

17. De acordo com a sua pronúncia, transcreva foneticamente as palavras que se seguem:

1. Elegante 9. Exílio
2. Carregamento 10. Venenosa
3. Ajudante 11. Enxurrada
4. Congelados 12. Existente
5. Amplitude 13. Mangueira
6. Embrulhadinho 14. Principal
7. Refrigerante 15. Exagerado
8. Casamento 16. Meiguice


18. Transcreva foneticamente as palavras abaixo, de acordo com a sua pronúncia, e
indicando a sílaba tônica. Note que o acento gráfico foi omitido.
1. Assimetrico 7. Parafernalia
2. Simbolico 8. Atum
3. Buscape 9. Simbolismo
4. Cafeteria 10. Simetria
5. Vocalica 11. Lapis
6. Capim 12. Amem


19. Transcreva o texto abaixo foneticamente.

“Uma página na internet que costuma ajudar os esquecidos da rede, inaugura nesta
semana um novo serviço para quem não quer esquecer as datas de vencimento de
contas a pagar e de investimentos novos.”

ATIVIDADE - INFORMÁTICA 2º ANO

1. MAU e MAL
MAU - adjetivo - contrário de BOM
mau comportamento mau caráter.
Ex. O menino teve um mau comportamento na escola.
MAL - advérbio - contrário de BEM
mal-educado mal orientado
Ex. É um menino mal-educado .

Use mal ou mau:
a) Caiu de..................jeito.
b) Antes só do que ...............acompanhado
c) Calção..........................feito.
d) Não leves a .............o que o fiscal disse.
e) Que fiscal................-educado.
f) Não lhes dês....................conselho!
g) Um ....................colega procede................e é ..............amigo.
h) O caso está .................... contado.
i) Ele .................sabe o que o espera.
j) Pratique o bem e evite o .........................

2. A alternativa que apresenta classes de palavras cujos sentidos podem ser modificados pelo advérbio são:

adjetivo - advérbio - verbo.
verbo - interjeição - conjunção.
conjunção - numeral - adjetivo.
adjetivo - verbo - interjeição.
interjeição - advérbio - verbo.

3. Das palavras abaixo, faz plural como "assombrações"

perdão.
bênção.
alemão.
cristão.
capitão.

4. Na oração "Ninguém está perdido se der amor...", a palavra grifada pode ser classificada como:

advérbio de modo.
conjunção adversativa.
advérbio de condição.
conjunção condicional.
preposição essencial.

5. Marque a frase em que o termo destacado expressa circunstância de causa:

Quase morri de vergonha.
Agi com calma.
Os mudos falam com as mãos.
Apesar do fracasso, ele insistiu.
Aquela rua é demasiado estreita.

6. "Enquanto punha o motor em movimento." O verbo destacado encontra-se no:

Presente do subjuntivo.
Pretérito mais-que-perfeito do subjuntivo.
Presente do indicativo.
Pretérito mais-que-perfeito do indicativo.
Pretérito imperfeito do indicativo.

7. Aponte a opção em que muito é pronome indefinido:

O soldado amarelo falava muito bem.
Havia muito bichinho ruim.
Fabiano era muito desconfiado.
Fabiano vacilava muito para tomar decisão.
Muito eficiente era o soldado amarelo.

8. A flexão do número incorreta é:

tabelião - tabeliães.
melão - melões
ermitão - ermitões.
chão - chãos.
catalão - catalões.

9. Dos verbos abaixo apenas um é regular, identifique-o:

pôr.
adequar.
copiar.
reaver.
brigar.

10. A alternativa que não apresenta erro de flexão verbal no presente do indicativo é:

reavejo (reaver).
precavo (precaver).
coloro (colorir).
frijo (frigir).
fedo (feder).

11. Completa o texto com Advérbios de Modo, Lugar e Tempo.

1- [?] vou visitar o meu primo Alberto.
2 -Eles moram [?] de Coimbra.
Com receio de chegar atrasado, ele saiu [?] de casa.
3 - [?] se vai ao longe.
4 - [?], no cimo da colina, avista-se uma bela paisagem.
5 - [?] estava [?] de casa e [?] do riacho.
6 - O Paulo portou-se [?] na visita de estudo.
7 - A Marta chegará a Paris [?].
8 -[?] irei visita a tia Clara.
9 - Ele realizou nas tarefas propostas muito [?].

Acolá Amanhã Amanhã, apressadamente bem devagar Devagar hoje longe Ontem perto

12. Marque a opção em que há erro na identificação da classe da palavra destacada.

a) Júlia é uma executiva SEM parâmetros. - Preposição
b) Ricardo odeia que lhe digam O que é certo. - Artigo
c) Em tempos de mudança de ERA, é preciso estar atento. - Substantivo
d) Os homens assistem PERPLEXOS à revolução hormonal. - Adjetivo


13. Assinale o item em que a classe da palavra destacada está correta.

a) Quem fala em flor não diz TUDO. - pronome indefinido;
b) Quem fala EM flor diz demais. - conjunção;
c) O poeta se torna MUDO. - substantivo;
d) Que mata MAIS do que faca. - pronome indefinido;
e) Mais QUE bala de fuzil - advérbio.


14. "Em alguns textos, o vocabulário é MÍNIMO." A forma em destaque corresponde a:

a) superlativo absoluto sintético;
b) superlativo relativo de superioridade;
c) superlativo relativo de inferioridade;
d) superlativo absoluto analítico;
e) comparativo de inferioridade.

Adverbio

Advérbio é a palavra invariável que modifica o sentido do verbo, acrescentando a ele determinadas circunstâncias de tempo, de modo, de intensidade, de lugar, etc. Ex.

Um lindo balão azul atravessava o céu.
Um lindo balão azul atravessava lentamente o céu.

Nesse caso, lentamente modifica o verbo atravessar, pois acrescenta uma idéia de modo. Os advérbios de intensidade têm uma característica particular, pois além de intensificar o verbo, eles podem intensificar o sentido de adjetivos e de outros advérbios. Ex.

Nosso amigo é inteligente demais.
As encomendas chegaram muito tarde.

• Locução Adverbial

Locução adverbial é toda expressão formada por mais de uma palavra e que funciona como advérbio. Ex.

As notícias chegaram cedo.
As notícias chegaram de manhã.

• Classificação do Advérbio

Dependendo da circunstância que expressam, os advérbios classificam-se em:

Lugar: lá, aqui, acima, por fora, etc.
Modo: bem, mal, assim, devagar, às pressas, pacientemente, etc.
Dúvida: talvez, possivelmente, acaso, porventura, etc.
Negação: não, de modo algum, de forma nenhuma, etc.
Afirmação: sim, realmente, com certeza, etc.
Intensidade: muito, demais, pouco, tão, menos, em excesso, etc.
Tempo: agora, hoje, sempre, logo, de manhã, às vezes, etc.

• Palavras Denotativas

Existem palavras e locuções semelhantes aos advérbios, as palavras denotativas, que indicam idéia de:

Inclusão: até, mesmo, inclusive, etc.
Exclusão: só, apenas, menos, etc.
Retificação: isto é, aliás, ou melhor, etc.
Explicação: por exemplo, ou seja, etc.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Não fique na dúvida: Dicas sobre a nossa língua!

1 - Ninguém diz eu coloro esse desenho. Dói no ouvido. Portanto, o verbo colorir é defectivo (defeituoso) e não aceita a conjugação da primeira pessoa do singular do presente do indicativo. A mesma coisa é o verbo abolir. Ninguém é doido de dizer eu abulo. Pra dar um jeitinho, diga: Eu vou colorir esse desenho. Eu vou abolir esse preconceito.


2 - Outro verbo danado é computar. Não podemos conjugar as três primeiras pessoas: eu computo, tu computas, ele computa. A gente vai entender outra coisa, não é mesmo? Então, para evitar esses palavrões, decidiu-se pela proibição da conjugação nessas pessoas. Mas se conjugam as outras três do plural: computamos, computais, computam.


3 - A palavra dó (pena) é masculina. Portanto, "Sentimos muito dó daquela moça".


4 - A confusão é grande, mas se admitem as três grafias: enfarte, enfarto e infarto.


5 - E não esqueça: exceção é com ç, mas excesso é com dois s.


6 - É freqüente se ouvir no rádio ou na TV os entrevistados dizerem: Há muitos anos atrás... Talvez nem saibam que estão construindo uma frase redundante. Afinal, há já dá idéia de passado. Ou se diz simplesmente Há muito anos... ou Muitos anos atrás. Escolha. Mas não junte o há com atrás.


7 - Antes de particípios não devemos usar melhor nem pior. Portanto, devemos dizer: os alunos mais bem preparados são os do 2o grau. E nunca: os alunos melhor preparados...


8 – Depois de ditongo, geralmente se emprega x. Veja: afrouxar, encaixe, feixe, baixa, faixa, frouxo, rouxinol, trouxa, peixe, etc .


9 – Você não bebe a champanhe. Bebe o champanhe. É, portanto, palavra masculina.


10 – Cidadão só tem um plural: cidadãos.


11 – Não esqueça: retificar é corrigir , e ratificar é comprovar, reafirmar : ‘Ratifico o que disse e retifico meus erros‘.


12 – E nunca diga: Eu torço para o Flamengo . Quem torce de verdade, torce pelo Flamengo.


13– Pode parecer meio estranho, mas pode conjugar o verbo aguar normalmente: eu águo, tu águas, ele água, nós aguamos, vós aguais, eles águam.


14 - A palavra que reúne maior quantidade de vogais juntas é PIAUIENSE.

15 - É indiscutível as cargas semânticas diferentes que nós atribuímos às palavras "despida, nua e pelada". Como exemplo, podemos observar que quando se referem a publicações que apresentam mulheres sem roupa, como é o caso da revista Playboy, geralmente costuma-se dizer que se trata de uma revista com ensaios fotográficos de "nu artístico", pois dizer que a revista mostra mulher pelada seria vulgarizá-la, seria comprometer a sua qualidade editorial.

Observem que nudez apresenta uma carga de sensualidade que despida não tem. Por outro lado, nudez não tem a carga pejorativa que pelada apresenta.


16 - "Toráxico" ou "Torácico"?
Embora a palavra ‘tórax’ seja escrita com "x", "torácico" grafa-se com "c". A explicação vem do latim: thorax originou ‘tórax’; thoracicus originou "torácico".

CURIOSIDADES:
17- CASA DA MÃE JOANA
Na época do Brasil Império, mais especificamente na época da minoridade do Dom Pedro II, os homens que realmente mandavam no país costumavam se encontrar num prostíbulo do Rio de Janeiro cuja proprietária era justamente a Joana. Como eles mandavam e desmandavam no país, ficou a frase casa da mãe Joana como sinônimo de lugar em que ninguém manda.

18- CHEGAR DE MÃOS ABANANDO
Os imigrantes, no século passado, deveriam trazer as ferramentas para o trabalho na terra. Aqueles que chegassem sem elas, ou seja, de mãos abanando, davam um indicativo de que não vinham dispostos ao trabalho árduo da terra virgem. Portanto, chegar de mãos abanando é não carregar nada. Ele chegou de mãos abanando ao aniversário. Significa que não trouxe presente ao pobre aniversariante, que terá de se satisfazer apenas com a presença do amigo.

19- Você sabe qual é a maior palavra da língua portuguesa? Não?Então eu vou apresentar ela para você agora:Pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiótico!!!
A palavra possuí 46 letras é o nome dado ao portador da doença Pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiose, uma doença rara causada pela aspiração de microscópicas partículas de cinzas vulcânicas.

20- Chiquititas
............. Esta é o SBT. A rede de Sílvio Santos anuncia aos quatro ventos a volta das Chiquititas ''a partir das 19:00hs''. Cruz-credo! O SBT pode ter acertado no programa. Mas errou na indicação de horas. Com mania de grandeza, tropeçou duas vezes. Uma: a abreviatura de hora, minuto e segundo não tem plural. Outra: a pequenina recusa os dois pontinhos. É assim: 19h, 19h30, 19h30min50.

terça-feira, 20 de julho de 2010

" Delírios de um vestibulando"

Sentado naquela praça, procurava distrair-me observando as moléculas brincando enquanto aguardava a condução que não vinha. Foi quando deparei-me com a cena que procuro descrever, tal qual a vi.

Dona Hipotenusa caminhava lentamente, trazendo no colo Cateto, seu filho. Seu marido Isósceles caminhava logo atrás do tio, Escaleno. Formavam um triângulo amoroso, segundo diziam.
E observaram uma Tangente solitária que ali estava. Foi quando Bissetriz, moça afoita e apressada, tropeçando em um ângulo obtuso, caiu, machucando-se na diagonal. Acudiram todos, em uma espiral descendente.

"É a enésima vez que caio", dizia a moça.
"É preciso derivar a exponencial cúbica", observou um logaritmo que chegava, passeando com seu decimal de estimação.
Cateto riu, o que deixou a Bissetriz em um estado secante, quase chorosa. Foi D. Hipérbole que, traçando paralelas com os braços, a socorreu.

Hipotenusa, ao ver sua irmã recém-chegada, recriminou-a pelo atraso poligonal sem se dar conta de que estava, ela também, milimetricamente atrasada. Um quilômetro lotado virou a esquina; Isósceles e Escaleno fizeram menção de subir, mas desistiram, enquanto Tangente decidiu ir mesmo assim, já que estava atrasada para mais infinito.

Da condução desceram os irmãos Próton e Nêutron, que logo perceberam estar na equação errada. Pequenos átomos alçaram vôo em direção à pirâmide de uma elipse perfeita. Os irmãos eram, opostos pelo vértice - um côncavo, o outro convexo - e logo passaram a discutir:
"Seu pleonasmo, não viu que ainda não era a Paroxítona? Estamos na Proparoxítona!"
A discussão parecia aquecer em graus Celsius, quando chegou a autoridade. O Máximo Divisor Comum chegou impondo uma regra de três simples, incógnita à mostra, brandando em sustenido:
"Chega desta metáfora aqui!"

Foi quando chegaram as três irmãs Próclise, Mesóclise e Ênclise, sorvendo vogais enquanto discutiam quem ia à frente, no meio ou atrás da fila que se formava à espera da condução. O polígono chegou dirigido por Pitágoras, velho conhecido de D. Hipotenusa e do filho Cateto.
"Falta o outro", dizia enquanto desacelerava o vetor. Quando, por fim, a praça se esvaziou, observei Cosseno e sua mulher Mediatriz, que estava para ter um determinante em breve.

"É só uma fase", pensei eu, mas logo me dei conta de que são duas. "Mas elas vão passar. Ou melhor, eu vou." Entrei no ônibus.



REDAÇÃO NOTA DEZ :"É de autoria de Thaís Cortez, que discorreu sobre um tema livre, no Curso Objetivo Santo Amaro, publicado na edição de Setembro/2000 do BICO (Boletim Informativo do Colégio Objetivo).
FONTE: http://www.vestibular1.com.br/novidades/nov17.htm

quinta-feira, 1 de julho de 2010

I Sarau Literário José Maria Falcão







Sarau era uma festa noturna, com o objetivo principal de apresentar as jovens à sociedade em busca de maridos. Havia declamação de poemas, poderia-se também tocar piano e cantar.A E.E.E.P. JOSÉ MARIA FALCÃO durante o Projeto Despertando o gosto pela Literatura realizou um sarau, coordenado pelos alunos que fazem o Clube de Leitura.

Na data marcada,30/6/2010, a escola abriu à noite e os alunos foram caracterizados e dançaram o minueto (dança da época),declamaram poesia... Os pais também foram convidados. Houve também a encenação da peça "Sonho de uma Noite de Verão", uma adaptação da obra de Shakespeare feita para a ocasião.

Um sarau (do latim seránus, relativo ao entardecer) é um evento cultural ou musical realizado geralmente em casa particular onde as pessoas se encontram para se expressarem artisticamente. Um sarau pode envolver dança, poesia, leitura de livros, música acústica e também outras formas de arte como pintura e teatro.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Clube de Leitura



Estes são os alunos que fazem parte do clube de leitura da E.E.E.P. José Maria Falcão.











O clube visa incentivar aos demais estudantes o hábito da leitura já que percebemos que as tecnologias do mundo moderno fizeram com que as pessoas deixassem a leitura de livros de lado, isso resultou em jovens cada vez mais desinteressados pelos livros, possuindo vocabulários cada vez mais pobres.
Na adolescência acaba-se excluindo a literatura do seu convívio diário, devido a falta do gosto pela leitura. Portanto, é de suma importância desenvolver em nós uma “cultura de leitura”, pois só assim seremos aprendizes e formadores de opinião em todo ambiente social e democrático que estivermos.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Com ou sem hífen? Reforma Ortográfica

Eliminação do hífen em alguns casos
O hífen não será mais utilizado nos seguintes casos:
1. Quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa com uma vogal diferente:
extra-escolar extraescolar
aero-espacial aeroespacial
auto-estrada autoestrada

2. Quando o segundo elemento começa com s ou r, devendo estas consoantes serem duplicadas:
anti-religioso antirreligioso
anti-semita antissemita
contra-regra contrarregra
infra-som infrassom
ATENÇÃO! O hífen será mantido quando o prefixo terminar em r-
Exemplos: hiper-requintado, inter-resistente, super-revista.

terça-feira, 4 de maio de 2010

QUINHENTISMO

CONTEXTO HISTÓRICO :Depois de 1500 , o Brasil ficou praticamente isolado da política colonialista portuguesa . Nenhuma riqueza se oferecia aqui às necessidades mercantilistas da época . Só depois de 30 anos da descoberta é que a exploração começou a ser feita de forma sistemática e , assim mesmo , de maneira bastante lenta e gradativa .

O primeiro produto que atraiu a atenção dos portugueses para a nova terra foi o pau-brasil , uma madeira da qual se extraia uma tinta vermelha que tinha razoável mercado na Europa . Para sua exploração , não movimentaram grande volume de capital , cuidado que a monarquia lusitana , sempre em estado de falência , precisava tomar . Nada de vilas ou cidades , apenas algumas fortificações precárias , para proteção da costa . Esse quadro sofreria modificações profundas ao longo do século XVI .

Sem o estabelecimento de uma vida social mais ou menos organizada , a vida cultural sofreria de escassez e descontinuidade . A crítica literária costuma periodiza o início da história da literatura brasileira com o Barroso , em 1601. Como se vê , já no século XVII . Assim , uma pergunta se impõe : o que aconteceu no Brasil entre 1500 e 1600 , no âmbito da arte literária .

Esse período , denominado de "Quinhentismo ", apesar de não ter apresentado nenhum estilo literário articulado e desenvolvido , mostrou algumas manifestações que merecem consideração . Podemos destacar duas tendências literárias dentro do Quinhentismo brasileiro : a Literatura de Informação e a Literatura dos Jesuítas

sexta-feira, 30 de abril de 2010

COMENTARIOS LIDOS E CORRIGIDOS.....

INFOR 2º ANO:
Jerdson, Josimara, Luciano F, Desleyn,Emanuel, Lucas A, Ana Mª, Rosalia, Clauderson, Luciana, Talita, Marcilene, Stênio, Tom, Luciano S, Messias, Suelen, Eduardo, Brena Késsia, Wallisson, Dayana, Jéssica, Brenda Lima, Walquiria, Edvan, Naélio, Thaís Lanne, Regislanne, Elizângela, Luiz Carlos, Alison, Alan, Derek, Fabicia.

INFOR 1º ANO:
Renata, Carlos, Elane, Ruy, Mariana, Jefferson, Christhyan, Luan, Romulo, Josiane, Marina, João Paulo, Brena, Guilherme H, Victoria Holanda, Thara, Hilária, Moises, Izabelly, Keila, Anderson, Daniela, Junior, Jordan, Juliana, Lidineide, Guilherme M, Elania.

ENF 1º ANO:
Samara, Ednaldo, Aparecida, Andersin, Cynthia, Eugenia, Fernanda, Renata, Analine, Hislara, An Beatriz, Havila, Dara, Girlene, Adrismara, Sendy, Lara, Larissa S, Taphaela, Tauane, Mairon, Larissa O, Jeivana, Nágila, Lígia, Beatriz, barbara, Waléria, Karimmy, Janessa, Alanna, Marilia, Angélica.


ENF 2º ANO:
Audavila, Ednara, Bárbara.

SEG. TRAB. 2º ANO:
Dayana, Thais Castro, Marcelino, Gustavo, Suzana, Tairine, Lindemberg, Antoniele, Flávio, Tayana, Nathielle.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

ATENÇÃO!!!!!!!!!!


Ao responder as atividades que estão aqui no blog, POSTEM COMO COMENTÁRIOS e não como scrap...ok!

VEJA COMO:

1º - Selecionar perfil, nome/ url.... Aqui é o espaço para você se identificar;

2º - Digitar suas respostas;

3º - Postar comentário;

quinta-feira, 22 de abril de 2010

O CRIME DO PADRE AMARO

Leia o comentário abaixo:
O privado no romance O Crime do Padre Amaro, a primeira obra naturalista da Língua Portuguesa, compõe um registro implacável da realidade, incluindo seus aspectos repugnantes e grotescos. Eça de Queirós aponta a corrupção existente no meio eclesiástico da época.
O padre Amaro em nada se adequava aos cânones da Igreja Católica. O desejo pela mulher sempre foi um grande desafio. Mesmo as imagens de santas da Igreja ele conseguia ver, em lugar de um sagrado símbolo de pureza e castidade, a sensualidade de uma mulher atraente e provocante. (...) esquecia a santidade da Virgem, via apenas diante de si uma linda moça loura; amava-a; suspirava; despindo-se olhava-a de revés lubricamente; e mesmo a sua curiosidade ousava erguer as pregas castas da túnica azul da imagem e supor formas, redondezas, uma carne branca.(...) (p.11).
É na qualidade de padre que Amaro após se apaixonar por Amélia e conquistar sua amada a envolve em seus carinhos vivendo perigosamente um romance nada ortodoxo, fato que vai contra as regras estabelecidas pela Igreja. Como se isso já não bastasse, Amélia fica grávida, sendo em seguida abandonada por Amaro, que, atolando-se ainda mais em ações desonrosas entrega seu filho a uma “tecedeira de anjos” e a criança morre.
A atitude do padre Amaro não possuía nenhum resquício de virtuosidade, pois tendo engravidado Amélia, logo a abandonou como forma de conservar perante a sociedade, sua falsa máscara de “discípulo de Deus.” Essa atitude foi necessária como forma eficaz de encobrir mais uma das façanhas ocorridas dentro da Igreja Católica. Amaro transgrediu as Leis da Igreja e se isso chegasse ao conhecimento daquela gente simples e devota da redondeza certamente seria motivo de escândalo, nada suportável para a pequena cidade onde viviam.
Depois da morte de Amélia, ainda existia o filho do padre, outro problema que poderia significar o fim da reputação de Amaro. Para livrar-se do pecado do homicídio, doou a criança à uma senhora que tinha costume de matar crianças.
No amor clandestino de Amélia transparece o resultado trágico de uma formação num meio provinciano e atrasado, centrado no poder eclesiástico. A casa de Amélia é um beatário, centro de convivência dos poderosos e amorais sacerdotes da cidade (padre Natário e padre Brito), em que impera a superficialidade dos rituais e uma deformação dos conceitos religiosos cristãos.
As vulgaridades burguesas de Leiria não se restringem apenas aos vícios e grosserias de religiosos mas estendem-se a outros personagens: O jornalista Agostinho Pinheiro, Gouveia Ledesma e João Eduardo, noivo de Amélia, que neste ambiente, enciumado com as atenções da moça com o Pe. Amaro escreveu um anônimo “Comunicado” na Voz do Distrito, criticando a convivência de padres com amantes. Motivo para romper o noivado com Amélia.
O Crime do Padre Amaro situa sua análise no campo da sexualidade masculina e feminina, enfocando uma leitura que tenciona o relacionamento conjugal com os apelos carnais e desejos inerentes aos seres humanos, confrontando-os com a rígida moral da sociedade burguesa do século XIX.
Uma “moral aceita, aquela que todos fingem respeitar” (DUBY, 1989, p. 17), revivendo o período literário português do século XII, com indícios de concubinato, dos amores, da prostituição, assim como a exaltação do sistema de valores, das proezas e da virilidade (idem), caracterizando uma antagonização entre a “vivência” e a “aparência”, entre a exigência e prática, entre o pretendido, o defendido, o aceito e o concreto, a realidade. Entre o público e o privado.

Comente os trechos destacados abaixo, identificando exemplos da obra que possam comprová-los.

01) O padre Amaro em nada se adequava aos cânones da Igreja Católica

02) Amélia fica grávida, sendo em seguida abandonada por Amaro

03) No amor clandestino de Amélia transparece o resultado trágico de uma formação num meio provinciano e atrasado, centrado no poder eclesiástico.

04) A casa de Amélia é um beatário, centro de convivência dos poderosos e amorais sacerdotes da cidade (padre Natário e padre Brito), em que impera a superficialidade dos rituais e uma deformação dos conceitos religiosos cristãos.

05) Caracterizando uma antagonização entre a “vivência” e a “aparência”, entre a exigência e prática, entre o pretendido, o defendido, o aceito e o concreto, a realidade. Entre o público e o privado.

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SENHORA

01. Leia o texto a seguir.

No romance ..........., de José de Alencar, uma .......... apaixona-se por um provinciano recém-chegado ao Rio de Janeiro, experimentando, a partir daí, um processo gradativo de ...........
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas do texto.

a) Lucíola – cortesã – purificação espiritual
b) A moreninha – camponesa – degeneração física
c) Lucíola – aristocrata – degradação moral
d) Senhora – adolescente – enriquecimento material
e) Senhora – adolescente – ascensão social


02. A questão central proposta no romance Senhora, de José de Alencar, é a do casamento. Considere a obra como um todo, indique a alternativa que não condiz com o enredo do romance.

a) O casamento é apresentado como uma transação comercial e, por isso, o romance estrutura-se em quatro partes: preço, quitação, posse, resgate.
b) Aurélia Camargo, preterida por Fernando Seixas, compra-o e ele, sujeita-se ao constrangimento de uma união por interesse.
c) O casamento é só de fachada, e a união não se consuma, visto que resulta de acordo, no qual as aparências sociais devem ser mantidas.
d) A narrativa marca-se pelo choque entre o mundo do amor idealizado e o mundo da experiência degradante governado pelo dinheiro.
e) O romance gira em torno de intrigas amorosas, de desigualdade econômica, mas com final feliz, porque, nele, o amor tudo vence.

03. Em relação às técnicas usadas pelo narrador de Senhora, atribua V (verdadeiro) ou F (falso):
( ) Terceira pessoa
( ) Onipresente
( ) Onisciente
( ) Primeira pessoa
( ) Extensão entre autor/narrador
( ) Terceira pessoa (plural)

4.Podemos dizer que Aurélia é má? Por quê?

. Leia o trecho a seguir, de William Cereja e Thereza Magalhães:

Nas décadas que sucederam a Independência do Brasil, os romancistas empenharam-se no projeto de construção de uma cultura brasileira autônoma. Esse projeto exigia dos escritores o reconhecimento da identidade de nossa gente, nossa língua, nossas tradições e também das nossas diferenças nacionais e culturais. Nessa busca do nacional, o romance voltou-se para os espaços nacionais, identificados como a selva, o campo e a cidade, que deram origem, respectivamente, ao romance indianista e histórico (a vida primitiva),ao romance regional (a vida rural) e ao romance urbano (a vida citadina). José de Alencar, por exemplo, o maior romancista do nosso Romantismo, escreveu obras que enfocaram esses três aspectos, como O guarani, romance histórico-indianista, O gaúcho, romance regional, e Senhora, romance urbano.

CEREJA, William Roberto e MAGALHÃES, Thereza Cochar. Literatura brasileira: em diálogo com outras literaturas e outras linguagens, 3. ed. São Paulo: Atual, 2005. p. 238-239.

5. Aponte algumas características de Senhora que tenham como objetivo a criação dessa identidade nacional brasileira.

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CINCO MINUTOS

1. O autor constrói o romance como se fosse uma carta que o narrador está escrevendo à prima, contando o que se passou entre ele e Carlota. Pensando-se no público leitor daquela época, com que objetivo teria ele usado esse artifício?

2. Crie um outro título para o romance. Justifique o título sugerido. (Por que você escolheu este nome?).

3. Faça um texto de apresentação do livro, de dez linhas no máximo, que desperte a curiosidade e o interesse de outras pessoas, estimulando-as à leitura da obra.

4. Se fosse transformada em telenovela, essa obra poderia ser um sucesso hoje em dia? Por quê?

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O PRIMO BASILIO

1. A história de Luísa poderia ocorrer nos dias de hoje?Justifique.

2. Por suas características bem peculiares, o conselheiro Acácio tornou-se um personagem muito famoso na literatura portuguesa, dando origem ao adjetivo acaciano, que se transformou até em verbete de dicionário. Veja como ele vem explicado no dicionário Aurélio.

“Acaciano. Adj. Ridiculamente sentencioso pelo tom convencional e vazio de sentido e/ou pela aparatosa gravidade das maneiras, lembrando o Conselheiro Acácio, personagem do romance O primo Basílio, de Eça de Queirós.”

Aponte as passagens que podem justificar essa caracterização do personagem.

3. No início do romance, Jorge assume uma posição bem clara com relação à mulher adúltera. Explique qual era essa posição e em que circunstância ele expressou sua opinião. Depois, considerando o final do romance, explique se o seu comportamento foi coerente com essa opinião inicial.

4. Qual aspecto de Luísa se relaciona ao Romantismo?Justifique.


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Lista unificada dos livros da Fuvest e Unicamp 2010

- "O Cortiço", de Aluísio Azevedo
- "Capitães de Areia", de Jorge Amado
- "Antologia poética" (com base na 2ª ed. aumentada), de Vinícius de Moraes
- "Auto da Barca do Inferno", de Gil Vicente
- "Memórias de um Sargento de Milícias", de Manuel Antônio de Almeida
- "Iracema", de José de Alencar
- "Dom Casmurro", de Machado de Assis
- "A Cidade e as Serras", de Eça de Queirós
- "Vidas Secas", de Graciliano Ramos



O homem sem leitura, é um homem amorfo.( Bindes Fátima)

terça-feira, 20 de abril de 2010

Dom Casmurro

1. O texto abaixo é o último capítulo do romance Dom Casmurro, de Machado de Assis.
Agora, por que é que nenhuma dessas caprichosas me fez esquecer a primeira amada do meu coração? Talvez porque nenhuma tinha os olhos de ressaca, nem os de cigana oblíqua e dissimulada. Mas não é esse propriamente o resto do livro. O resto é saber se a Capitu da praia da Glória já estava dentro da de Matacavalos, ou se esta foi mudada naquela por efeito de algum caso incidente. Jesus, filho de Sirach, se soubesse dos meus primeiros ciúmes, dir-me-ia, como no seu cap. IX, vers. 1: "Não tenhas ciúmes de tua mulher para que ela não se meta a enganar-te com a malícia que aprender de ti". Mas eu creio que não, e tu concordarás comigo; se te lembras bem da Capitu menina, hás de reconhecer que uma estava dentro da outra, como a fruta dentro da casca. E bem, qualquer que seja a solução, uma coisa fica, e é a suma das sumas, ou resto dos restos, a saber, que a minha primeira amiga e o meu maior amigo, tão extremosos ambos e tão queridos também, quis o destino que acabassem juntando-se e enganando-me... A Terra lhes seja leve! Vamos à História dos subúrbios.

Pela leitura do texto, é correto afirmar que, depois de contar a história da sua vida e do seu amor por Capitu, Bentinho, o narrador:

(A) Conclui que Capitu não o traiu.
(B) Buscando conforto na Bíblia, chega à conclusão de que, apesar de Capitu o ter traído, ele deveria perdoar-lhe e não sentir ciúmes dela.
(C) Não tem certeza de que Capitu o traiu, embora acredite que ela tenha se transformado muito desde a adolescência, aparecendo quando adulta como uma cigana traiçoeira e dissimulada.
(D) Chega à conclusão de que Capitu já possuía, quando menina, os traços psicológicos que a caracterizariam na fase adulta.
(E) Constata que Capitu e seu amigo José Dias mantinham um romance desde a adolescência.

2. As questões de 2 a 4 referem-se ao trecho do capítulo de Dom Casmurro (1900), de Machado de Assis (1839-1908.)

OLHOS DE RESSACA
Enfim, chegou a hora da encomendação e da partida. Sancha quis despedir-se do marido, e o desespero daquele lance consternou a todos. Muitos homens choravam também, as mulheres todas. Só Capitu, amparando a viúva, parecia vencer-se a si mesma. Consolava a outra, queria arrancá-la dali. A confusão era geral. No meio dela, Capitu olhou alguns instantes para o cadáver tão fixa, tão apaixonadamente fixa, que não admira lhe saltassem algumas lágrimas poucas e caladas...
As minhas cessaram logo. Fiquei a ver as dela; Capitu enxugou-as depressa, olhando a furto para a gente que estava na sala. Redobrou de carícias para a amiga, e quis levá-la; mas o cadáver parece que a retinha também. Momento houve em que os olhos de Capitu fitaram o defunto, quais os da viúva, sem o pranto, nem palavras desta, mas grandes e abertos, como a vaga do mar lá fora, como se quisesse tragar também o nadador da manhã.
Fonte: ASSIS, J. Maria Machado de. Obra Completa. V.1. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1997. p. 927.

Com base no texto e seus conhecimentos sobre a obra, assinale a resposta correta nas questões de 2 a 4.

A narração do momento em que Capitu fixa o olhar no cadáver de Escobar efetiva-se:

A) Muitos anos após a morte de Escobar, tendo por objetivo mostrar ao leitor a percepção do narrador da dissimulação de sua esposa, Capitu.
B) Logo após o enterro de Escobar, mostrando-se o narrador solidário com a dor da viúva, Sancha, personagem caracterizada pela dissimulação.
C) Através das palavras de Bento Santiago, melhor amigo de Escobar, tendo por objetivo registrar a dor dos amigos no momento do enterro.
D) Logo após o enterro de Escobar, tendo por objetivo registrar o forte vínculo que unia sua família à do negociante e ex-seminarista.
E) Muitos anos após o enterro de Escobar, tendo por objetivo ressaltar o transtorno ocasionado pela imprudência do ex-seminarista.


3. De acordo com o texto, é correto afirmar:

A) Diante do trecho acima transcrito, compete ao leitor acreditar ou não nas palavras do narrador uma vez que apenas suas palavras fazem-se presentes.
B) Capitu, embora seja vista apenas pelo narrador, apresenta um comportamento ambíguo, pois não quer que as pessoas notem seu amor por Escobar.
C) O comportamento dissimulado caracteriza Capitu, como deixam claras as palavras do narrador, seu marido, efetivadas logo após o enterro do amigo.
D) Diante das palavras seguras do narrador, ex-seminarista e advogado, resta ao leitor a segurança de que Capitu era uma mulher adúltera.
E) As palavras do ex-seminarista e advogado competente são a garantia da veracidade da cena descrita na qual Capitu fixa apaixonadamente o cadáver do amigo.


4. A denominação do capítulo, “Olhos de ressaca”, é resultante da leitura que o narrador faz:

A) Do mal-estar de Sancha diante do corpo inerte do marido.
B) Da agressividade incontida do olhar de Bentinho em direção a Capitu.
C) Do desejo detectado no olhar de Capitu de apossar-se de Escobar.
D) Da força e do ímpeto presentes nos olhos de Capitu dirigidos ao marido.
E) Do mal-estar de Capitu provocado pela noite passada em claro.

5.As características dos personagens estão desencontradas.Relacione as duas colunas.

PERSONAGENS
1. Sr. Pádua e
Dona Fortunata
2. Justina
3. Ezequiel
4. Sancha
5. Escobar
6. Tio Cosme
7. Dona Glória
8. Bentinho
9. Capitu
10. José Dias

a) Tipo bajulador. Amava os superlativos.Confessou que não era médico.
b) Personagem ambígua. Inteligente, sagaz,manipuladora. Possui olhos de ressaca.
c) Anti-herói; não pretendia ser padre. Possui um ideal de sinceridade que contrasta com os demais personagens, todos imersos em dissimulação. Possui imaginação fértil.
d) Uma figura devota. Religiosa e muito apegada às tradições.
e) Viúvo, gordo e pesado, tinha a respiração curta e os olhos dorminhocos.
f) Melhor amigo de Bentinho no seminário.
g) Amiga de Capitu.
h) Filho de Bentinho e Capitu. Assim chamado em referência ao primeiro nome de Escobar.
i) Prima de dona Glória que vivia de favor na casa dela.
j) Pais de Capitu, não se opunham à amizade da filha com Bentinho.

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PROJETO DESPERTANDO O GOSTO PELA LITERATURA

Partindo das dificuldades de leitura das obras clássicas da literatura, detectadas nos alunos da E.E.E.P. José Maria Falcão, que a linguagem utilizada pelos autores desses livros não agradam aos estudantes, fazendo com que os mesmos não se interessam pela leitura da obra e busquem meios alternativos como resumos para fazerem as provas, surgiu a necessidade de elaborar um projeto literário que despertasse o interesse e levasse o educando a interagir com a história dos livros clássicos. O projeto torna-se gratificante tanto para o professor quanto para o estudante, pois na literatura é possível trabalhar com a contemporização e com a pluralidade, provocando as competências adormecidas ou ignoradas, como a criatividade, a cidadania e a sociabilidade.

Dessa forma, o único limite para a amplidão da leitura é a imaginação do leitor; é ele mesmo quem constrói as imagens acerca do que está lendo. Por isso ela se revela como uma atividade extremamente frutífera e prazerosa.

Os livros que estão sendo trabalhados neste bimestre são: Cinco Minutos, Senhora, Dom Casmurro, O Crime do Padre Amaro e O Primo Basílio.

Aqui no Blog será possível encontrar atividades extras sobre as temáticas dos livros do Projeto. Espero que vocês aproveitem cada instante para que possamos, ao fim desse ano letivo, ser leitores do mundo a nossa volta.